Semana 1.103 - 01 de dezembro, 2018
height="157"
Natal



Lendas & Histórias
Contos, Crônicas & Poemas
Receitas
Fotos & Decoração

class=

Em Obendorf, pequena cidade da Áustria, véspera do Natal de 1818, o padre Joseph Mohr estava desesperado, porque o órgão da igreja estava quebrado. A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no seu primeiro Natal naquela paróquia!
Pediu orientação a Deus, e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada no silêncio das montanhas e bosques daquela cidade. Procurou e encontrou o manuscrito do poema numa gaveta da sacristia.
Correu para a casa de um amigo músico, humilde, chamado Franz Gruber, e perguntou se poderia musicar aquele poema, para que todos pudessem cantar na missa de Natal.
Franz olhou e disse que sim, poderia, porque a letra era simples, e permitia uma melodia fácil. Mas tinha que ser tocada de violão, não havia tempo para nada mais elaborado.
O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.
À noite, Franz chegou na igreja com o violão e reuniu o coral para ensinar a música improvisada.
Que música era, afinal? Stille Nacht (Noite Silenciosa, traduzida em português como Noite Feliz).
Naquele Natal de 1818, os membros da igreja de Obendorf cantaram, maravilhados, aquela música tão simples e profunda, que se tornou a canção de Natal mais conhecida do mundo:
"Noite feliz, noite feliz/Ó senhor, Deus de amor/Pobrezinho nasceu em Belém/Eis na lapa, Jesus nosso bem/Dorme em paz, ó Jesus/Dorme em paz, ó Jesus.
Noite feliz, noite feliz/Eis que no ar vem cantar/Aos pastores os anjos dos céus/Anunciando a chegada de Deus/De Jesus, Salvador!/De Jesus, Salvador!"

Como ela se espalhou?
Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história do padre e pediu para tocar a música. Ficou tão impressionado que repartiu a melodia pelas igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do Rei William IV da Prússia; e, enfim, a Nova York, em 1838.

O que começou como um momento de pânico e perspectiva de fiasco terminou como um presente de Natal para toda a humanidade em forma de música. Feliz Natal!



CooJornal

COLUNISTAS

Carlos Trigueiro: Arrastão de marcas cearenses
Enéas Athanázio: O hóspede
Francisco Simões: Politicamente correto
Frei Betto: A fé humanista de Camus
Milton Ximenes: Passa, tempo... (4)
Pedro Franco: Sobre músicas, notícias etc
Roberto Machado: Polemizar na internet não é uma boa
Bruno Kampel: O presente
Alberto Cohen: Alegria do boi
Affonso Romano de Sant'Anna: O vestibular da vida

LIVRO

Comigo mesmo, de Milton Ximenes Lima, por Fernando Gomes

O grande escritor argentino Jorge Luis Borges, em uma de suas magníficas conferências, já acometido por absoluta deficiência visual, diz de sua alegria em continuar comprando livros. Fala da fervilhante imaginação que os livros podem ensejar, e que sempre pensa em suas possíveis letras góticas, em seus possíveis mapas e gravuras e no sentimento concreto de gravitação amistosa que emana da presença de um livro.

 

Curiosidade

CATARINA DE BRAGANÇA
O maior dote de que há memória no Ocidente foi o de Catarina de Bragança ao rei Carlos II. Portugal ficou falido, ma o rei português ganhou um aliado para a guerra com Espanha; e a Inglaterra ganhou um capital que se transformou no mais rentável investimento da sua história: o Império Britânico!



Música

Canto Guerreiro - Levantados do Chão: o maravilhoso CD de Renato Braz, por Cândido Luiz Fernandes

... o cantor paulista Renato Braz é dono de uma das vozes mais bonitas do Brasil. Comemorando os seus 50 anos, lançou recentemente, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, o belíssimo e comovente CD “Canto Guerreiro – Levantados do Chão”, produção independente com um repertório poético e apurado de 17 lindas canções.


Você sabia?